A computação ubíqua (ou UbiComp) é um termo utilizado para a tecnologia de computador existente em “todo lugar” em diversos dispositivos.

“Todo lugar” não significa que tudo possuirá computação, mas que ela estará tão inerente aos seres humanos que nem a perceberemos enquanto interagimos com essa tecnologia.
Significa que a interação homem-máquina será “invisível” no sentido de não ser notada, ainda que seja perceptível, através de um dispositivo qualquer.
O Sr. Mark Weiser, cientista chefe do Centro de Pesquisa Xerox PARC, há 20 anos, foi quem definiu pela primeira vez o que seria a computação ubíqua num futuro próximo: o aumento exponencial da computação e a sua utilização por pessoas que não tem conhecimento técnico algum sobre o equipamento utilizado, com foco total na tarefa ao invés de na ferramenta.
Desde então, a computação eletrônica passou por duas grandes eras: a era do mainframe (muitas pessoas usando um único computador) e a era do PC (um computador para uma pessoa).
Hoje, após a transição do período da internet e da computação distribuída, entramos na era da computação ubíqua, (muitos computadores compartilhando informação para e de cada pessoa).
Isso quer dizer que diferentes dispositivos, como celulares, palmtops, notebooks, PCs, TVs, dispositivos de leitura (facial, digital, voz, movimento, gestos, expressões, códigos de barra, RFID, etc.), GPS, dentre tantos outros e não necessariamente relacionados à computação, como canetas, chaveiros, porta-retratos, etc. estarão interligados através da internet e utilizando amplamente cloud computing, processando os dados automaticamente e adaptando a informação à necessidade das pessoas.
Então, os dispositivos serão específicos, para tarefas específicas, cada vez mais especialistas do seu objetivo, porém, todos perfeitamente integrados e compartilhando de uma mesma informação transformada para cada realidade.
Com isso, cada vez menos as pessoas se preocuparão em buscar a informação, porque a informação estará disponível a todo e qualquer momento, pronta, permitindo que o tempo seja mais bem remido, tornando as pessoas mais produtivas, no sentido de poderem se concentrar mais naquilo que realmente lhes interessa.
A computação ubíqua é atualmente uma realidade – ainda iniciando – graças aos avanços tecnológicos da computação móvel (capacidade dos dispositivos e serviços associados aos mesmos serem carregados/movidos e transportados para qualquer local, mantendo a conexão com a rede ou a internet) e da computação pervasiva (computação distribuída no ambiente, sendo perceptível ou não, com capacidade para extrair dados desse ambiente, processar, controlar, configurar e ajustar automaticamente, de acordo com as necessidades das pessoas e dos dispositivos interligados). Também e tão importante quanto, a disseminação do uso da internet em escala global, o barateamento de equipamentos de informática e da conexão em banda larga, abriram caminho para que essa visão se concretizasse.
Toda essa tecnologia junta tem permitido diversos projetos, dos quais alguns já são realidades nas vidas das pessoas.
Os ambientes inteligentes (edifícios e residências) com reconhecimento dos dispositivos móveis, sensíveis à posição e às informações pessoais de seus usuários, servindo para diversas funcionalidades como mostrar o caminho que deve ser seguido ou simplesmente aquecer ou resfriar uma sala automaticamente diante da presença de alguém, apenas para citar um pequeno exemplo.
A computação cooperativa, que alimenta e compartilha na grande rede informações do mundo inteiro de qualquer usuário. Um exemplo disso seria a Wikipédia. Wearable Computing (ou “Computação de Vestir”), que carrega consigo a computação na própria roupa, permitindo às pessoas estarem “elas mesmas” conectadas entre si e com o ambiente, possibilitando também a chamada “Realidade aumentada” na qual se pode utilizar um capacete para mostrar um display com informações as mais variadas possíveis, e a RFID (Radio-Frequency IDentification), atualmente utilizada em supermercados dos EUA e da Europa, que pode ser acoplada à Wearable Computing, pois essa tecnologia permite que um pequeno objeto com um chip que envia sinais de rádio, leia e seja lido pelo sistema computacional de qualquer ambiente que dela utilizar.
Da mesma maneira, os projetos dos chips implantados sob a pele poderão utilizar da mesma tecnologia RFID – ou qualquer outra que venha a ser inventada – para interagir com o ambiente.
Muitas são as aplicações para esse tipo de computação: substituição de chaves, senhas, cartão de crédito, identificação pessoal, GPS, anti-seqüestro, vigilância, monitoramento de espécies controladas, etc., etc., etc.
Essa tecnologia revolucionará o modo como as pessoas interagem com (quase) tudo, pois bastará entrar no ambiente para que o sistema de computação processe todas as informações necessárias personalizadas. Isso facilitará em todo o cotidiano. Basta pensar em bluetooth, que é uma tecnologia amplamente utilizada, que permite a troca de informações num simples apertar de botão.
Todos os eletrodomésticos poderão conter um sistema de computação e interagir com todo o ambiente. Armazenarão comandos e executarão no tempo devido.
Se falarmos do segmento industrial e comercial, os avanços são fantásticos, pois estes setores estão sempre buscando meios de se tornarem mais produtivos e competitivos, a fim de sobreviverem nesse mundo cada vez mais globalizado, capitalista e selvagem.
Os ganhos em transmissão de áudio e vídeo poupam fortunas em treinamentos, viagens e demonstrações.
Estar 24h conectado, interligado e interagindo com a informação, tendo-a já processada e filtrada no que é mais relevante para o momento, é o que todo executivo almeja.
Na área da computação móvel, não posso deixar de falar de dois ícones do momento, campeões de venda devido à inovação: o iPhone e o iPad, desenvolvidos pela Apple Inc.
O iPhone é um smartphone (telefone celular com funcionalidades avançadas) revolucionário por causa de seu desing, softwares inovadores e qualidade aplicada. O que chama a atenção são a facilidade e a transparência para o usuário do produto, pois parece que até mesmo uma criança pode utilizá-lo em poucos minutos de observação, ao contrário dos celulares anteriores e seus softwares, complexos e cheios de botões e caminhos a seguir para se chegar a determinado fim.
O iPad, por sua vez, é um produto intermediário ao smartphone e o notebook, com formato tablet e segue a mesma linha de facilidade e transparência para o usuário leigo, o que faz com tenha, até o momento, recordes de venda.
O iPhone e o iPad, como dispositivos móveis, seguem exatamente os objetivos da computação ubíqua, possuindo funções bastante específicas, facilidade de uso, sem necessidade de conhecimento avançado da tecnologia, conectados à internet e interligados.
A computação ubíqua está adentrando no cotidiano das pessoas de uma maneira “sorrateira” e “irremediável”.
O mais interessante é que desse modo imperceptível, vai-se tornando indispensável, fazendo com que todos se acostumem e a tornem um “mal necessário”.
Há poucos anos ninguém precisava de celular. Hoje, quase ninguém quer viver sem um. Tornou-se essencial!
Assim é a computação ubíqua: torna tudo muito simples, muito usual, invisível e transparente… Armazenando, processando, controlando as informações na velocidade da luz.


Disponível em: http://alterdatatecnologia.com.br/blog/index.php/2010/07/voce-sabe-o-que-e-computacao-ubiqua/

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One Response so far.

  1. Muito bom Felipe. Quem leu seu post se deu bem em uma das questões da prova né!!?? Vamos agitar essa revista, vou indicar o endereço para todos os professores.
    Beijo, Pró Elane

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