Outro dia, lendo um pequeno texto de André Lemos (O nascimento da cibercultura: a microinformática), me deparei com um contexto que me fez refletir bastante em cima de um questionamento simples: como podemos definir a interação homem-computador?

Segundo o texto, a interface gráfica permite uma interação, de modo intuitivo, entre usuário e máquina, permitindo que o usuário utilize os recursos disponíveis da forma que bem entender. O texto cita que entre o homem e a máquina existe um tipo de “diálogo em que o usuário faz algo e o computador responde”. Todas as citações tratam o computador como mero instrumento tecnológico disponível para uso. Como se fosse um carro que você usa para viajar, ou uma caneta que você usa para escrever... Simples objeto.

Ao fazer minha análise, sem se apegar às afirmações dispostas no texto, percebi algo que diferencia o computador, como instrumento para navegação no ciberespaço, das demais ferramentas que existem. A catarse. Ao se postar frente ao computador, o usuário entra em um estado de dispersão parcial do mundo real. É como se o computador proporcionasse um estado de hipnose para o usuário, e, nesse estado, ele pudesse usufruir de todos os sentimentos que o mundo real o proporciona. Mas você deve estar pensando: “tevê, rádio, livro também proporciona catarse”. Contudo nessas mídias, o usuário não pode intervir no conteúdo apresentado diretamente, já no ciberespaço sim.

Então, se pensarmos bem, o computador não está sendo apenas uma extensão do corpo humano utilizada para determinado fim. Ele, além disso, é uma extensão cerebral do usuário. O teclado e o mouse são os mecanismos que permitem a conexão entre a sua mente e o ciberespaço. A partir do momento em que você se conecta ao computador, o mundo virtual do seu cérebro é expandido para a realidade, e tudo que você pensa e sente é expresso através das pontas dos seus dedos, indo diretamente para a realidade virtual, assim como tudo que seus olhos vêem e seus ouvidos ouvem durante a navegação vai direto para o mundo virtual em sua cabeça e pode ser sentido pelo seu corpo: a catarse.

Para concluir a análise, achei que as afirmações expostas no texto são vagas perante a realidade subjetiva do computador. Mas quem sou eu para falar de André Lemos, não é?! Só foi uma análise.

Por Diego Sócrates

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